sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

. 2000 visitas


Mais uma vez, relembro o fantástico resultado que a nossa turma está a alcançar com o número de visitas a subir cada vez mais. Desta vez, chegámos aos 2000 visitantes, em três meses e meio. Obrigado a todos os que visitam o nosso blogue, oxalá continuem a fazê-lo!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

."Com que voz" estreia hoje nos cinemas

"Com que voz" é o filme realizado por Nicholas Oulman, que retrata a vida do seu pai, Alain Oulman, um dos compositores que mais trabalhou com Amália. Alain Oulman (1928-1990) era compositor, editor, tradutor e encenador. Pôs Amália a cantar grandes poetas e dirigiu Eunice Moñuz e João Perry no teatro. "Com que voz" foi distinguido, em 2009, com o prémio de Melhor Filme Documentário de Longa Metragem do Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.
De seguida, Alain Oulman num ensaio de "Soledad" com Amália Rodrigues, música que nunca chegaria a ser editada..

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

. É Arte !?

Será arte, a arte que muitos dizem que é arte? Para muitos esta questão nem sequer se levanta, arte é arte, mas para outros alguma arte não o é...
Para muitos arte é o que representa o real, o que é bonito à vista desnuda, mas outros não concordaram com estas ideias. Falo dos que disseram "não!" ao realismo, falo da arte moderna. E os primeiros a fazê-lo foram "as feras", com a sua corrente artística denominada Fauvismo. Matisse e André Derain no Salon d'Automne espantaram todos os que por lá passaram. "Chegamos à sala mais estupidificante deste Salon, onde o que está representado não tem qualquer ligação com a pintura: azul, vermelho, amarelo, verde, manchas de cores cruas justapostas a esmo - os jogos bárbaros e ingénuos de uma criança que se exercita com uma caixa de cores", Marcell Nicolle, crítica ao Salon d'Automne, em journal de Rouen, 1905, reacção de uma surpreendida.


Henri Matisse, Mulher com chapéu, 1905
Curiosidade - Alguns colegas perguntaram a Matisse como eram o chapéu e o vestuário da modelo, para resultar tão incrivelmente garridos. Exasperado, Matisse respondeu: «Preto, é óbvio!»

A nega mais conhecida seguiu-se... o "belo horrendo", que representa cinco mulheres em posições peculiares. Figuras distorcidas e fragmentadas preenchiam o quadro do pintor catalão, Pablo Picasso, Demoiselles d'Avignon (As meninas de Avinhão). E assim se iniciava uma das correntes mais extravagantes da arte moderna, o cubismo. Mas não a mais...


Pablo Ruiz Picasso, As Meninas de Avinhão, 1907
Curiosidade - Este quadro representa cinco mulheres nuas, provavelmente numa cena de bordel.

Segue-se o Abstraccionismo, que como o nome indica representa o abstracto. Mas como é que se representa o que não é nada, como é que se representa o abstracto? Vassily Kadinsky e Piet Mondrian foram uns dos melhores a representar o que muitos afirmam ser nada, nada mais que riscos e quadrados sobrepostos aleatoriamente.


Piet Mondrian, Quadro 1, 1921
Curiosidades - Provavelmente esta obra faz-se em cinco minutos por um utilizador do paint.

Será possível distorcer ainda mais a realidade? É, e que melhor maneira de tornar a realidade em irreal senão com o uso da própria realidade? O movimento dada fez o impensável, tornou o real irreal com o real. Marcel Duchamp foi um dos mais conhecidos com a sua "fonte", que não passava de um urinol virado ao contrário e assinado por ele.


Marcel Duchamp, Fonte, 1917

E para acabar com a arte moderna, nada melhor que entrarmos no mundo dos sonhos, ou seja, o surrealismo, que através do sonho faz arte. Breton e Salvador Dalí foram os surrealistas que mais se celebrizaram. Deixo-vos dois quadros do segundo.


Salvador Dalí, A persistência da memória, 1931


Salvador Dalí, Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar, 1944

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

. A Queda (continuação)

Eis os últimos momentos do filme "A Queda", para todos os que os não puderam ver no passado dia 14. Mais vale tarde do que nunca!


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

. Prémio Sakharov



Em 1985 o Parlamento Europeu instituiu o Prémio Sakharov, destinado a distinguir pessoas que lutam pelos direitos humanos, nomeadamente pela liberdade de pensamento (religiosa, imprensa) e pela democracia. Durante o ano os deputados visitam regiões onde os direitos humanos são violados e aprovam certas legislações para que estes direitos sejam mais respeitados, o que ainda não acontece em certas zonas do mundo. Na sua luta por esta causa de força, os galardoados foram presos, perseguidos, exilados, privados da sua própria vida pessoal e viram as suas famílias sofrer, tudo isto para que não falassem. Apesar de todo o sofrimento, estas pessoas não descansaram e lutaram por tudo o que acreditavam. Quem são os heróis deste admirável mundo novo, e o que fizeram, é o que poderás constatar nas postagens que aqui dedicamos a cada um deles.

.Prémio Sakharov 1988



O Prémio Sakharov 1988 foi atribuído ao dissidente soviético Anatoli Marchenko pela sua dedicação à defesa dos direitos humanos e da democracia. Anatoli foi um trabalhador de origem ucraniana que se tornou activista dos direitos humanos. Esteve 20 anos preso por esse mesmo motivo e durante esse tempo escreveu um livro onde revelou as prisões soviéticas e descreveu os campos de trabalhos forçados e as condições cruéis a que os prisioneiros eram submetidos.




Neste mesmo ano foi também atribuído o Prémio Sakharov 1988 a Nelson Mandela, um activista contra o apartheid. Quando se tornou líder do Congresso Nacional Africano, representava a resistência do povo de raça negra ao regime repressivo. Nelson Mandela dedicou-se intensamente à promoção da política de reconciliação entre os sul-africanos de raça branca e os de raça negra.

. Prémio Sakharov 1989



O prémio Sakharov 1989 foi atribuído ao Alexander Dubcek pelo seu importante papel como um dos pioneiros na renovação do antigo bloco comunista e figura principal do movimento da reforma Primavera de Praga. Alexandre Dubcek tinha como objectivo alterar o modelo socialista soviético padrão e dar um “rosto humano” ao socialismo.